três tomates
são só quatro portas
duas mangas
seriam três corações
quatro maçãs
uma questão de timing
um abacaxi
fico ou não aqui
dá dois e trinta
numa carteira em forma de limão
num relógio em contra-mão
terça-feira, 1 de abril de 2014
segunda-feira, 17 de março de 2014
estou em casa?
O João XXI aterrou em São Paulo num pôr de sol pôr de avião.
A torradeira da Gol chegou à Ilha da Magia já de noite, para me largar em seco numa ressaca de chuva. Só reconheci a estrada já a apontar na fila da Osni Ortiga, como se entrasse numa casa pela porta dos fundos para que me perdoasse a ausência. Caí em mais um colchão, numa reunião de caras familiares que me fez sentir o mesmo baixar de volume que senti em Agosto do ano passado. Estranho
Entrei aqui como se fosse abalar de novo no dia seguinte, com a certeza que em algum momento eu voltaria a sair da minha zona de conforto sem saber muito bem porquê, tal como tão dedicadamente tenho feito nos últimos tempos.
Mas só cheguei a Floripa na espuma de uma onda da Mole. Não foi a primeira nem a segunda, foi uma ali no meio, com o sal na medida certa, que me fez sentir como me senti no último dia de Chuvianópolis de 2013. Igualmente estranho
Numa reviravolta, de repente tornou-se este um começo a sério, grande, que me faz ponderar, hesitar, calcular, e deitar no mesmo colchão por 11 noites.
Eu, que sou boss em decisões precipitadas
A torradeira da Gol chegou à Ilha da Magia já de noite, para me largar em seco numa ressaca de chuva. Só reconheci a estrada já a apontar na fila da Osni Ortiga, como se entrasse numa casa pela porta dos fundos para que me perdoasse a ausência. Caí em mais um colchão, numa reunião de caras familiares que me fez sentir o mesmo baixar de volume que senti em Agosto do ano passado. Estranho
Entrei aqui como se fosse abalar de novo no dia seguinte, com a certeza que em algum momento eu voltaria a sair da minha zona de conforto sem saber muito bem porquê, tal como tão dedicadamente tenho feito nos últimos tempos.
Mas só cheguei a Floripa na espuma de uma onda da Mole. Não foi a primeira nem a segunda, foi uma ali no meio, com o sal na medida certa, que me fez sentir como me senti no último dia de Chuvianópolis de 2013. Igualmente estranho
Numa reviravolta, de repente tornou-se este um começo a sério, grande, que me faz ponderar, hesitar, calcular, e deitar no mesmo colchão por 11 noites.
Eu, que sou boss em decisões precipitadas
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
estou em casa
Pueblito, mi pueblo
Extraño tus tardes
Querido pueblito
No puedo olvidarte.
Cuanta nostalgia ceñida
Tengo en el alma esta tarde
Ay... si pudiera otra vez
Bajo tus sauces soñar
Viendo las nubes que pasan
Y cuando el sol ya se va
Sentir la brisa al pasar
Fragante por los azahares.
Herrera, Liliana
Extraño tus tardes
Querido pueblito
No puedo olvidarte.
Cuanta nostalgia ceñida
Tengo en el alma esta tarde
Ay... si pudiera otra vez
Bajo tus sauces soñar
Viendo las nubes que pasan
Y cuando el sol ya se va
Sentir la brisa al pasar
Fragante por los azahares.
Herrera, Liliana
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
AMANAUS
Porque amei
Manaus tem calçada, tem bolinho de bacalhau, tem cheiro a caldo verde para um luso faro
Manaus tem suor e rir claro
Manaus tem cor, tem açaí, tem pé no chão
Manaus tem reencontro
Manaus tem paz dentro da mão
Manaus não teve pressa
Manaus deu o abraço de despedida
Uma última partida
Sotaque .pt
Pirarucu
Molho de não sei o quê
Manaus tem calçada, tem bolinho de bacalhau, tem cheiro a caldo verde para um luso faro
Manaus tem suor e rir claro
Manaus tem cor, tem açaí, tem pé no chão
Manaus tem reencontro
Manaus tem paz dentro da mão
Manaus não teve pressa
Manaus deu o abraço de despedida
Uma última partida
Sotaque .pt
Pirarucu
Molho de não sei o quê
Relatos amazónicos III
Encontro das águas. De castanho sujo a azul coca-cola. O solimões e o Negro abraçam-se em bate chapa, nós batemos com a chapa na civilização manáutica.
Ao almoço, tive como que umas tonturas: aquela mesa não balançava nem ligeiramente. Fiquei assim até à noite, à espera do ritmo de um caminhar em aberta água num embalo subtil. Já se lava dentes com água da torneira, já se tira dinheiro da carteira de novo, e os trocos contam-se.
De real, boliviano, a novo sol, a real. De fiambre, a presunto e de presunto a jamon; De mininas a chicas, de chicas a garotas. E que ricas las chicas.
No pressentimento de um acabou, juntaram-se os ultimos reais para dois dias na selva antes de um regresso à selva real.
De taxi + lancha + jipe + lancha = chegamos à reserva do Juma
Tarde de pescaria, piranha. Nunca tinha pescado, e quando saltou a primeira , mandei um ié, e a seguir nao sabia o que fazer com aquilo, até o guia sacar da naifa de livre vontade. Provei ao jantar e não me soube a nada, comi frango, pollo, sabem? e não pensei em ninguém a sacar-lhe a cabeça.
A noite foi tranquila ainda que debaixo de um bafo de humidade onde banhos ja se perdiam a conta, ao contrario da semana anterior em que tomei, deixa ver.... um.
5h da manhã, dentro da lancha ver o sol nascer de barriga vazia, para depois pitar alguma coisa e ir fazer umas trilhas. Andei numas lianas e meti a mão num ninho de formigas, nada tão wild como esperava. Decidimos poupar 100 reais, que na verdade não tinhamos, e voltamos a Manaus, deixando para trás o grupo que a acampar na selva. Quando nos encontramos com eles no dia seguinte no Hostel, relataram um auentico piquenique. Não deu tanta pena.
Talvez, tendo em conta o padrão do barco peruano, se tivessemos entrado na selva em Iquitos a coisa fosse bem mais ultimate survival.
Ao almoço, tive como que umas tonturas: aquela mesa não balançava nem ligeiramente. Fiquei assim até à noite, à espera do ritmo de um caminhar em aberta água num embalo subtil. Já se lava dentes com água da torneira, já se tira dinheiro da carteira de novo, e os trocos contam-se.
De real, boliviano, a novo sol, a real. De fiambre, a presunto e de presunto a jamon; De mininas a chicas, de chicas a garotas. E que ricas las chicas.
No pressentimento de um acabou, juntaram-se os ultimos reais para dois dias na selva antes de um regresso à selva real.
De taxi + lancha + jipe + lancha = chegamos à reserva do Juma
Tarde de pescaria, piranha. Nunca tinha pescado, e quando saltou a primeira , mandei um ié, e a seguir nao sabia o que fazer com aquilo, até o guia sacar da naifa de livre vontade. Provei ao jantar e não me soube a nada, comi frango, pollo, sabem? e não pensei em ninguém a sacar-lhe a cabeça.
A noite foi tranquila ainda que debaixo de um bafo de humidade onde banhos ja se perdiam a conta, ao contrario da semana anterior em que tomei, deixa ver.... um.
5h da manhã, dentro da lancha ver o sol nascer de barriga vazia, para depois pitar alguma coisa e ir fazer umas trilhas. Andei numas lianas e meti a mão num ninho de formigas, nada tão wild como esperava. Decidimos poupar 100 reais, que na verdade não tinhamos, e voltamos a Manaus, deixando para trás o grupo que a acampar na selva. Quando nos encontramos com eles no dia seguinte no Hostel, relataram um auentico piquenique. Não deu tanta pena.
Talvez, tendo em conta o padrão do barco peruano, se tivessemos entrado na selva em Iquitos a coisa fosse bem mais ultimate survival.
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Relatos Amazónicos II
27 janeiro
As horas perdem-se
Entre dedos de pé
E cores destrocadas
O tempo
O alento
O tento
Ficaram
ficam
Atrás das árvores
A profundidade é em pedaços
Quedando-se em traços
De raios em rostos
E brilhos em olhos
Escondem-se cansaços
Apertam-se laços
Em casca de banana verde
Que se fez amarela
Durante sonhos de rede
Amazonas pisca tactos
E inunda letras soltas
ao dar-me voltas
e arredondar cacos
o amanhecer. o entardecer. a noite, o dia.
É amarzonas
É soliamares
Fui, sou eu
As horas perdem-se
Entre dedos de pé
E cores destrocadas
O tempo
O alento
O tento
Ficaram
ficam
Atrás das árvores
A profundidade é em pedaços
Quedando-se em traços
De raios em rostos
E brilhos em olhos
Escondem-se cansaços
Apertam-se laços
Em casca de banana verde
Que se fez amarela
Durante sonhos de rede
Amazonas pisca tactos
E inunda letras soltas
ao dar-me voltas
e arredondar cacos
o amanhecer. o entardecer. a noite, o dia.
É amarzonas
É soliamares
Fui, sou eu
sábado, 25 de janeiro de 2014
Relatos amazónicos I
Chegadas a Iquitos já de noite no dia 21, foi na Quarta 22 que soubemos do Barco para o cruzamento das 3 fronteiras as 19h. Santa Rosa - Peru ; Letizia - Colômbia ; Tabatiga - Brasil, separadas pelo rio.
Pedimos a um mototaxi, entre os molhos que infestam toda a cidade, que nos levasse ao Porto. Debaixo deixa tosta que com certeza estava na escala dos 40 graus, dobramos uma esquina e entramos num portão com alguns anos e dois homens a controlar entrada.
Controladas pelos olhos de todos ali, maioritariamente homens sem camisola , descalços e a precisar de todos os banhos que nós temos precisado, entramos no barco que dizia Tabatinga .
Um formigueiro desses homens entrava e saia do barco, amontoando galinhas debaixo da escada, chapas metálicas , sacos enormes de cebolas e de seis lás mais o quê.
"Tienes que traer tu maca". Maca ? Mas que maca ?
Levou-nos ao piso superior , onde ja estavam umas redes penduradas. Redes. Tínhamos de adquirir a nossa cama para os próximos dias.
O gajo mandou-nos chegar as 16h, para termos espaço , porque aquilo ia encher.
Assim que chegamos , depois de um almoço rápido e de felizmente termos tido a ideia de comprar pão e enlatados , eu refiz a minha ideia de encher.
Os dois pisos estavam ja ocupados e meio que a custo encontramos um lugar para as duas no andar de cima. Ficamos por lá e aquilo deve ter triplicado de gente entre as 16h e as 19h.
Já não havia espaço para mais , e todos levavam grandes sacolas com mais mercadoria , desta feita pessoal. Todos bem abastecidos de comida, muitas cianças , inclusive bebés , e vendedores ambulantes que davam voltas ao barco vezes sem conta com refeições , redes, lanternas, e um etecetera de coisas potencialmente essenciais à vida no rio .
Dois moços, jogadores do Iquitos com destino ao campeonato nacional chegam e montam a rede quase encima da Rita. Juro que não via ali espaço para mais uma rede de dois. Mas eles inventaram-nos.
Digo quase encima , porque já perto da hora de saída, que se fez duas horas mais tarde que o suposto pelos carregamentos não cessarem, com manto nocturno já quedado e nós já meio a dormir , chega uma peruana e monta a sua rede literalmente encima da minha. A minha rede encostava na de um miúdo ao meu lado esquerdo , e ela conseguiu encaixar lá a coisa , bem esticada , de tal forma que depois de lá meter dois filhos, um bebé e uma chavalita, eu tive de passar a noite imóvel e dependente dos movimentos dos vizinhos .
Foi um rir tranquilo porque chegada a manhã, acordei na amazonia brava e assisti ao amanhecer mais bonito de todos.
6h da manhã e o barco agitava-se, dava a volta para para na primeira de muitas populações ribeirinhas pra deixar agua e combustível eu creio. Ditos adeuses e um homem a fazer a barba ao meu lado, foi só existir na maior paz e apreciar a paisagem.
Um pão e um copo de leite que preferi não beber foi servido a umas 7h e à medida que o sol subia e as pessoas iam saindo dos seus casulos , as conversas começavam a cruzar-se.
Entre sorrisos , alguns acabam por ceder e meter conversa com as gringas . Como normal, julgam-nos brasileiras, e irmãs . Conhecemos Dani , vereador em Caballococha que explica que é assim, em ano de eleições as embarcações vão carregadas para as povoações .
Tem 5 filhos e duas irmãs roubadas por gringos franceses que se passearam ali assim como nós.
Ao pararmos em Pebas , com o barco logo infestado de vendedores , Dani deu-me uma mini tour pela pequena vilazinha. Arroz secava naquela que seria a pseudo avenida principal, onde ao fundo uma boa escadaria levava a uma praça com uma igreja de onde podíamos ver o formigueiro à volta do barco. Compradas umas bolachas era hora de regressar .
A senhora ao nosso lado tinha comprado um saco cheio de pães doces e ofereceu-nos
Estavam óptimos. Divorciada , estava com a filha ,Gabriela, que contava as horas para se encontrar com o pai na Colômbia.
Por esta altura , aparecem os primeiros golfinhos no rio e mais redes se amontoam no barco .
O ritmo é lento , que me parece uma forma de respeito ao que se vê em volta . Assim o barulho é menor. Pelo menos fora do barco. A terapia da paisagem é muito subtil de primeira mão , vai massajando os olhos e passando a mão no cabelo. Parece que vamos ficar ali para sempre numa forma que em nada incomoda .
Da rede para o banco , do banco para a rede , comendo o que se pode , dá-nos ba espinha uma sensação de alienação e de protecção natural daquela que os incas chamaram de pacha mama. A mãe terra aqui acolhe-nos exigindo pouco , só silêncio. Calam-se falas e pensamentos , abafam-se dispositivos eletrônicos, cancelam-se comunicações fora do barco , onde se forma uma familia temporária de gente que se apoia e abraça duas branquelas loiras
Estou na Amazónia
Pedimos a um mototaxi, entre os molhos que infestam toda a cidade, que nos levasse ao Porto. Debaixo deixa tosta que com certeza estava na escala dos 40 graus, dobramos uma esquina e entramos num portão com alguns anos e dois homens a controlar entrada.
Controladas pelos olhos de todos ali, maioritariamente homens sem camisola , descalços e a precisar de todos os banhos que nós temos precisado, entramos no barco que dizia Tabatinga .
Um formigueiro desses homens entrava e saia do barco, amontoando galinhas debaixo da escada, chapas metálicas , sacos enormes de cebolas e de seis lás mais o quê.
"Tienes que traer tu maca". Maca ? Mas que maca ?
Levou-nos ao piso superior , onde ja estavam umas redes penduradas. Redes. Tínhamos de adquirir a nossa cama para os próximos dias.
O gajo mandou-nos chegar as 16h, para termos espaço , porque aquilo ia encher.
Assim que chegamos , depois de um almoço rápido e de felizmente termos tido a ideia de comprar pão e enlatados , eu refiz a minha ideia de encher.
Os dois pisos estavam ja ocupados e meio que a custo encontramos um lugar para as duas no andar de cima. Ficamos por lá e aquilo deve ter triplicado de gente entre as 16h e as 19h.
Já não havia espaço para mais , e todos levavam grandes sacolas com mais mercadoria , desta feita pessoal. Todos bem abastecidos de comida, muitas cianças , inclusive bebés , e vendedores ambulantes que davam voltas ao barco vezes sem conta com refeições , redes, lanternas, e um etecetera de coisas potencialmente essenciais à vida no rio .
Dois moços, jogadores do Iquitos com destino ao campeonato nacional chegam e montam a rede quase encima da Rita. Juro que não via ali espaço para mais uma rede de dois. Mas eles inventaram-nos.
Digo quase encima , porque já perto da hora de saída, que se fez duas horas mais tarde que o suposto pelos carregamentos não cessarem, com manto nocturno já quedado e nós já meio a dormir , chega uma peruana e monta a sua rede literalmente encima da minha. A minha rede encostava na de um miúdo ao meu lado esquerdo , e ela conseguiu encaixar lá a coisa , bem esticada , de tal forma que depois de lá meter dois filhos, um bebé e uma chavalita, eu tive de passar a noite imóvel e dependente dos movimentos dos vizinhos .
Foi um rir tranquilo porque chegada a manhã, acordei na amazonia brava e assisti ao amanhecer mais bonito de todos.
6h da manhã e o barco agitava-se, dava a volta para para na primeira de muitas populações ribeirinhas pra deixar agua e combustível eu creio. Ditos adeuses e um homem a fazer a barba ao meu lado, foi só existir na maior paz e apreciar a paisagem.
Um pão e um copo de leite que preferi não beber foi servido a umas 7h e à medida que o sol subia e as pessoas iam saindo dos seus casulos , as conversas começavam a cruzar-se.
Entre sorrisos , alguns acabam por ceder e meter conversa com as gringas . Como normal, julgam-nos brasileiras, e irmãs . Conhecemos Dani , vereador em Caballococha que explica que é assim, em ano de eleições as embarcações vão carregadas para as povoações .
Tem 5 filhos e duas irmãs roubadas por gringos franceses que se passearam ali assim como nós.
Ao pararmos em Pebas , com o barco logo infestado de vendedores , Dani deu-me uma mini tour pela pequena vilazinha. Arroz secava naquela que seria a pseudo avenida principal, onde ao fundo uma boa escadaria levava a uma praça com uma igreja de onde podíamos ver o formigueiro à volta do barco. Compradas umas bolachas era hora de regressar .
A senhora ao nosso lado tinha comprado um saco cheio de pães doces e ofereceu-nos
Estavam óptimos. Divorciada , estava com a filha ,Gabriela, que contava as horas para se encontrar com o pai na Colômbia.
Por esta altura , aparecem os primeiros golfinhos no rio e mais redes se amontoam no barco .
O ritmo é lento , que me parece uma forma de respeito ao que se vê em volta . Assim o barulho é menor. Pelo menos fora do barco. A terapia da paisagem é muito subtil de primeira mão , vai massajando os olhos e passando a mão no cabelo. Parece que vamos ficar ali para sempre numa forma que em nada incomoda .
Da rede para o banco , do banco para a rede , comendo o que se pode , dá-nos ba espinha uma sensação de alienação e de protecção natural daquela que os incas chamaram de pacha mama. A mãe terra aqui acolhe-nos exigindo pouco , só silêncio. Calam-se falas e pensamentos , abafam-se dispositivos eletrônicos, cancelam-se comunicações fora do barco , onde se forma uma familia temporária de gente que se apoia e abraça duas branquelas loiras
Estou na Amazónia
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